Meire Shinsato - Aluna do curso de Obstetrícia da USP
Desde a primeira semana de gestação o corpo da mulher começa a passar por alterações anatômicas e fisiológicas para adaptar-se à gestação, ao trabalho de parto, ao parto e ao puerpério. Há alterações em praticamente todos os sistemas orgânicos.
É importante conhecer essas modificações para melhor preparar-se para o período de gestação e pós-parto, entendendo o que pode ser considerado normal e o que pode indicar uma possível gravidez de alto risco.
O sistema renal ou urinário sofre grandes alterações anatômicas. Os rins aumentam de tamanho devido ao aumento do fluxo sanguíneo e do volume vascular renal. Os cálices, pelve e ureteres, nos rins, se dilatam já a partir da 10ª semana de gestação.
A bexiga perde gradativamente o seu tônus (grau normal de força e tensão), devido ao efeito da progesterona sobre os músculos lisos. A bexiga é deslocada para a frente e para cima, pelo útero em crescimento e pelos órgãos pélvicos dilatados devido ao maior volume sanguíneo. A capacidade da bexiga ao final da gestação é de aproximadamente 1 litro, ou seja o dobro do normal.
Devido a essas alterações anatômicas a mulher estará mais sucetível à bacteriúria assintomática, ou seja, a presença de grande número de bactérias na urina, porém sem sintomas. A pressão da unidade uteroplacentáriafetal sobre a bexiga, pode também interferir na drenagem sanguínea e linfática da base da bexiga, tornando-a suscetível às infecções.
Referências bibliográficas:
KNUPPEL, R.A. Alto risco em obstetrícia: um enfoque multidisciplinar. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995.REY, Luis. Dicionário de termos técnicos de medicina e saúde. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003.
SOBOTTA. Atlas de anatomia humana. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.
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